quinta-feira, 27 de outubro de 2011
BLOGANDO SOBRE ASPECTOS TRIVIAIS DA ROTINA DA VIDA DE PROFESSOR.
Valentina era professora, tinha asma, rinite, bronquite, depressão e sinusite. Valentina um dia foi moça, foi alegre e até sonhou.Depois adotou o seu lema: PRIMEIRO EU, DEPOIS EU E AÍ ENTÃO EU. SE SOBRAR UM TEMPO. BEM... SE SOBRAR UM TEMPO... EU. Valentina hoje viu uma colega sua correndo para a parada do ônibus. A colega chorava, mas tentava se esconder.A colega de Valentina havia sido agredida pelos alunos e não encontrara apoio na direção da escola. Valentina garantiu para a colega que ela tinha coisas mais importantes na vida do que a opinião da direção da escola. A colega secou as lágrimas e se foi. Valentina NÃO ERA VALENTE. ERA SÓ... A PROFESSORA VALENTINA.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
BLOGANDO COM CARLOS COGOY ( SOBRE O ESPETÁCULO POLIFÔNICO)
no DM do dia 7/9... Ok
Palavras nu corpo da plateia perdida em palavras nu corpo
Por Carlos Cogoy
Tire a roupa. Cada peça um código. Tire a lógica. Cada código uma barreira. Tire e queda.
Jocasta arrasta ou está presa? Sua cauda em tecido, tanto prende quanto projeta a infinitude.
Édipo reclama sua sina. Estupefato, clássico, dialoga com o imponderável. Édipo fala, apenas...
Grão, fartura do pouco, recorte do todo. Um dedo de Sófocles. Cerimônia contida.
Abruptamente a cena engasga. Elas invadem a concha grega. Trapos, cores, voz mambembe.
Na plateia, Édipo e Jocasta. A solenidade vira praça. Histriônica, atrevida, a arte popular debocha, ri, mas pergunta...
Como alguém formado em teatro, pretende sobreviver na tragédia capitalista?
Boneca gira, circula, flerta. Aos espectadores, em pé, ela mima, agrada, sorri e diz que gosta.
Mulher popular, tetas caídas. O carrinho das tralhas está num canto. Retoma o sarcasmo...
Satiriza sobre o teatro-compromisso, arte social. É preciso o teatro nas comunidades. Será mesmo?
Eros contempla, nada diz. Sem palavras. Sem roupa. Adornado por alfaces. Levanta e some... Tânatos ligou?
Primeiro ato, ou cena, ou falha, ou fragmento. Primeiro véu da primeira turma de teatro da UFPel. Polifônico número um.
Num daqueles galpões da Tamandaré, reaproveitado pela universidade pública, metros de ‘encerado’ demarcando territórios, moldando ambientes, insinuando labirinto. Trama no espaço, códigos revisitados, Shakespeare no espelho.
Sala de espera, cadeiras, público chega. Quem se re-conhece, acena, sorri, aguarda. O som é bom.
Flávio Dornelles, microfone suspenso. Como personagem, recepciona a plateia daquela noite. Leva-nos até o primeiro encontro. Ali, sagacidade do prof. Adriano Moraes, vimos o dito. Gregos, arte popular, academia... Prosseguir é preciso. Prosseguir é questionar...
Cautelosos, curiosos, passos no escuro. Abre-se o véu, concha de vidro, útero transparente, bolha estética.
Nudez acrobática. Arauto que se contorce, retorce, voa, revida olhares. Ao corpo nu resta despir a criação. Se já não há o que ver, basta ouvir... O corpo da linguagem, num tratado que revira códigos. Teatro-castigo expele o acrobata das palavras. Espectadores em pé...
Menina, mulher, Frida Clown. A brincadeira pueril, a voz dos gestos, Lucia Berndt declama, cala, corre, mira espelho que reflete espectadores à espera de um código...
Desce escada, equilibra-se sobre tonel. Na boca, torrente poética que apela ao desconforto. Maurício Rodrigues, traje em frangalhos, sobe estrados, desce, pendura-se.
Lady MacBeth aparece num extremo do galpão. Reverencia o altar da sua dor. Lamentos à luz de velas. Joice Lima exaspera, polifônica.
Espectadores entreolham-se, desviam olhares, tateiam o próximo passo... Peregrinos num labirinto de mil vozes. Abandonados ao seu peso, o corpo desconfortável não acompanha ideias nem ideais.
Sob o foco da lâmpada, ela está sentada. Formal, acende cigarro. Valéria Fabres mira os mais próximos. Destila o segredo da “professora” lasciva. Fulmina com detalhes. Nas palavras, corpo que não se conforma, pede, deseja. Confidencia prazer, revela o que não se diz.
Encontro, fragmento, cena, calvário, estão pontuados por trilha ao vivo. Sonoridades, percussão, efeitos. Nalguns momentos, a batida sobrepõe vozes. Nalguns momentos, o som é o cenário... Como “cenógrafos” sonoros, Daniel Medeiros, Cleber Vaz e Eugênio Bassi.
Partida de futebol, tumulto, protesto, atentado, à frente o invisível é turbulento. Os espectadores, Inácio Schardosim e Patrícia Vaz, pulam, manifestam-se, inquietam-se. Porém, estão à margem. Movimentam-se no interior de uma estrutura de metal, que tanto remete à plateia quanto a impossibilidade de protagonizar. Somos torcedores, reagimos ao que chega pelo olhar. Espectadores não interferem, respondem para o nada. Fantoches das sombras. E os espectadores que desviam dos estrados, espiam entre as frestas dos obstáculos?
Ninguém avisou, o espetáculo acabou. Lentamente, desconfiando, público arreda o “encerado” e vislumbra atores, equipe técnica. À saída, aguardam pela despedida. Sobre tablado, perfilados, posicionam-se diante dos espectadores daquela noite. Por lá, Beatriz Araújo, Sheila Hameister, Luiz Dalla Rosa, Augusto, Maristani, Deisi...
Adriano menciona propósitos. Questionamentos, ressalta. No local que já sediou o Tholl, arte muito além da pirotecnia, pulos e malabares.
Construção física de um curso que, até pouco tempo parecia distante. Desconstrução lírica de uma estética exausta. Muitos sons, imagens polifônicas. E o número 2, quais sons? Tantas palavras para quais mensagens? E depois das mensagens? E palavras são piruetas? E a tragédia capitalista virou comédia? E o oprimido virou chavão estético? Espectadores... de quem?
Sem tempo, sem palco, sem assentos. Sem vergonha de reinventar, possibilidades reviradas no galpão de cada espectador.
Ana Alice Muller como Jocasta. Célio Soares Jr. como Édipo. Neusa Kuhn como artista de rua. Vanessa Martins, a boneca-criança.
Equipe também com Gê Fonseca e Larissa Martins (cenários, figurinos e adereços), Elias Pintanel e Mauricio Mezzomo (atores convidados), Éderson Pestana (contra-regra), Luis Carlos Ramos Heinrich, Éderson (logística e administração do espaço), Cleomar, Diego, Alisson, Luis Fernando, Adão, Roger, Luis “Toco” Ismar, Cauê, Fernando, Niltom “Sorriso” (serviços gerais), Giovani, Tiago (pintores), Selmar (eletricista), Vanessa (limpeza), Elenara, Suellem, Silva, Michel, José Carlos e Alex (portaria/segurança).
Palavras nu corpo da plateia perdida em palavras nu corpo
Por Carlos Cogoy
Tire a roupa. Cada peça um código. Tire a lógica. Cada código uma barreira. Tire e queda.
Jocasta arrasta ou está presa? Sua cauda em tecido, tanto prende quanto projeta a infinitude.
Édipo reclama sua sina. Estupefato, clássico, dialoga com o imponderável. Édipo fala, apenas...
Grão, fartura do pouco, recorte do todo. Um dedo de Sófocles. Cerimônia contida.
Abruptamente a cena engasga. Elas invadem a concha grega. Trapos, cores, voz mambembe.
Na plateia, Édipo e Jocasta. A solenidade vira praça. Histriônica, atrevida, a arte popular debocha, ri, mas pergunta...
Como alguém formado em teatro, pretende sobreviver na tragédia capitalista?
Boneca gira, circula, flerta. Aos espectadores, em pé, ela mima, agrada, sorri e diz que gosta.
Mulher popular, tetas caídas. O carrinho das tralhas está num canto. Retoma o sarcasmo...
Satiriza sobre o teatro-compromisso, arte social. É preciso o teatro nas comunidades. Será mesmo?
Eros contempla, nada diz. Sem palavras. Sem roupa. Adornado por alfaces. Levanta e some... Tânatos ligou?
Primeiro ato, ou cena, ou falha, ou fragmento. Primeiro véu da primeira turma de teatro da UFPel. Polifônico número um.
Num daqueles galpões da Tamandaré, reaproveitado pela universidade pública, metros de ‘encerado’ demarcando territórios, moldando ambientes, insinuando labirinto. Trama no espaço, códigos revisitados, Shakespeare no espelho.
Sala de espera, cadeiras, público chega. Quem se re-conhece, acena, sorri, aguarda. O som é bom.
Flávio Dornelles, microfone suspenso. Como personagem, recepciona a plateia daquela noite. Leva-nos até o primeiro encontro. Ali, sagacidade do prof. Adriano Moraes, vimos o dito. Gregos, arte popular, academia... Prosseguir é preciso. Prosseguir é questionar...
Cautelosos, curiosos, passos no escuro. Abre-se o véu, concha de vidro, útero transparente, bolha estética.
Nudez acrobática. Arauto que se contorce, retorce, voa, revida olhares. Ao corpo nu resta despir a criação. Se já não há o que ver, basta ouvir... O corpo da linguagem, num tratado que revira códigos. Teatro-castigo expele o acrobata das palavras. Espectadores em pé...
Menina, mulher, Frida Clown. A brincadeira pueril, a voz dos gestos, Lucia Berndt declama, cala, corre, mira espelho que reflete espectadores à espera de um código...
Desce escada, equilibra-se sobre tonel. Na boca, torrente poética que apela ao desconforto. Maurício Rodrigues, traje em frangalhos, sobe estrados, desce, pendura-se.
Lady MacBeth aparece num extremo do galpão. Reverencia o altar da sua dor. Lamentos à luz de velas. Joice Lima exaspera, polifônica.
Espectadores entreolham-se, desviam olhares, tateiam o próximo passo... Peregrinos num labirinto de mil vozes. Abandonados ao seu peso, o corpo desconfortável não acompanha ideias nem ideais.
Sob o foco da lâmpada, ela está sentada. Formal, acende cigarro. Valéria Fabres mira os mais próximos. Destila o segredo da “professora” lasciva. Fulmina com detalhes. Nas palavras, corpo que não se conforma, pede, deseja. Confidencia prazer, revela o que não se diz.
Encontro, fragmento, cena, calvário, estão pontuados por trilha ao vivo. Sonoridades, percussão, efeitos. Nalguns momentos, a batida sobrepõe vozes. Nalguns momentos, o som é o cenário... Como “cenógrafos” sonoros, Daniel Medeiros, Cleber Vaz e Eugênio Bassi.
Partida de futebol, tumulto, protesto, atentado, à frente o invisível é turbulento. Os espectadores, Inácio Schardosim e Patrícia Vaz, pulam, manifestam-se, inquietam-se. Porém, estão à margem. Movimentam-se no interior de uma estrutura de metal, que tanto remete à plateia quanto a impossibilidade de protagonizar. Somos torcedores, reagimos ao que chega pelo olhar. Espectadores não interferem, respondem para o nada. Fantoches das sombras. E os espectadores que desviam dos estrados, espiam entre as frestas dos obstáculos?
Ninguém avisou, o espetáculo acabou. Lentamente, desconfiando, público arreda o “encerado” e vislumbra atores, equipe técnica. À saída, aguardam pela despedida. Sobre tablado, perfilados, posicionam-se diante dos espectadores daquela noite. Por lá, Beatriz Araújo, Sheila Hameister, Luiz Dalla Rosa, Augusto, Maristani, Deisi...
Adriano menciona propósitos. Questionamentos, ressalta. No local que já sediou o Tholl, arte muito além da pirotecnia, pulos e malabares.
Construção física de um curso que, até pouco tempo parecia distante. Desconstrução lírica de uma estética exausta. Muitos sons, imagens polifônicas. E o número 2, quais sons? Tantas palavras para quais mensagens? E depois das mensagens? E palavras são piruetas? E a tragédia capitalista virou comédia? E o oprimido virou chavão estético? Espectadores... de quem?
Sem tempo, sem palco, sem assentos. Sem vergonha de reinventar, possibilidades reviradas no galpão de cada espectador.
Ana Alice Muller como Jocasta. Célio Soares Jr. como Édipo. Neusa Kuhn como artista de rua. Vanessa Martins, a boneca-criança.
Equipe também com Gê Fonseca e Larissa Martins (cenários, figurinos e adereços), Elias Pintanel e Mauricio Mezzomo (atores convidados), Éderson Pestana (contra-regra), Luis Carlos Ramos Heinrich, Éderson (logística e administração do espaço), Cleomar, Diego, Alisson, Luis Fernando, Adão, Roger, Luis “Toco” Ismar, Cauê, Fernando, Niltom “Sorriso” (serviços gerais), Giovani, Tiago (pintores), Selmar (eletricista), Vanessa (limpeza), Elenara, Suellem, Silva, Michel, José Carlos e Alex (portaria/segurança).
sábado, 23 de julho de 2011
BLOGANDO SOBRE MODERNAS PASÁRGADAS
LICENCIATURA PASÁRGADA
( PARODIANDO BANDEIRA )
Vou me embora para Licenciatura Pasárgada.
Lá sou amiga do rei
Tenho o atestado que quero
E nunca reprovarei.
Pasárgada é outra civilização,
tem mecanismo seguro
de impedir a reprovação.
Lá a frequência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Em que “Finadus”
Louco de espanha
Meu rei gostoso e falso demente
Vem a ser contra parente
Do Borges
Que nunca foi Jorge Luís
Igualmente dominador
E não menos autoritário.
E como já subi em pau de sebo
Já montei cavalo brabo
Mando comprar uma bolsa
Pois com boa bolsa e bons sapatos
Quem sabe eu não vire mestre?
Mestre em picardia
Mestre em gangue de covardia
E é por causa de tais “pasárgadas”,
meus amigos,
Que o Brasil anda “ a la cria.”
( PARODIANDO BANDEIRA )
Vou me embora para Licenciatura Pasárgada.
Lá sou amiga do rei
Tenho o atestado que quero
E nunca reprovarei.
Pasárgada é outra civilização,
tem mecanismo seguro
de impedir a reprovação.
Lá a frequência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Em que “Finadus”
Louco de espanha
Meu rei gostoso e falso demente
Vem a ser contra parente
Do Borges
Que nunca foi Jorge Luís
Igualmente dominador
E não menos autoritário.
E como já subi em pau de sebo
Já montei cavalo brabo
Mando comprar uma bolsa
Pois com boa bolsa e bons sapatos
Quem sabe eu não vire mestre?
Mestre em picardia
Mestre em gangue de covardia
E é por causa de tais “pasárgadas”,
meus amigos,
Que o Brasil anda “ a la cria.”
quinta-feira, 23 de junho de 2011
BLOGANDO SOBRE A UMIDADE EM PELOTAS
COMO MANTER SE APARTAMENTO QUENTINHO E SECO NO ÚMIDO INVERNO PELOTENSE?
As pessoas passam trabalho por vaidade. Poderiam economizar e ter o seu apartamento sequinho, quentinho e aconchegante. Como? É simples. Minha mãe me ensinou. A gente põe um tijolo dentro de uma forma de alumínio e liga uma boca do fogão a gás e põe em cima. Deixa aquecer bem o tijolo, depois baixa o fogo e deixa queimando, com o apartamento fechado. Gasta gás? Sim, mas o que é mais barato O gás? O ar condicionado? É claro que é o gás que sai mais em conta.Fica tudo seco. Não mofa nada, nem dentro dos armários e roupeiros. Fica um clima agradável, aconchegante. Eu e minha cadela gostamos e recomendamos. Para acompanhar? Um sopão e vinho. Bom inverno a todos.
As pessoas passam trabalho por vaidade. Poderiam economizar e ter o seu apartamento sequinho, quentinho e aconchegante. Como? É simples. Minha mãe me ensinou. A gente põe um tijolo dentro de uma forma de alumínio e liga uma boca do fogão a gás e põe em cima. Deixa aquecer bem o tijolo, depois baixa o fogo e deixa queimando, com o apartamento fechado. Gasta gás? Sim, mas o que é mais barato O gás? O ar condicionado? É claro que é o gás que sai mais em conta.Fica tudo seco. Não mofa nada, nem dentro dos armários e roupeiros. Fica um clima agradável, aconchegante. Eu e minha cadela gostamos e recomendamos. Para acompanhar? Um sopão e vinho. Bom inverno a todos.
BLOGANDO SOBRE A FEIÚRA
POR MAIS FEIO QUE SEJAMOS A FAMÍLIA SEMPRE TORCE PARA QUE REALIZEMOS NOSSOS SONHOS ( Eu e minha irmã no msn... )
O que seria do ser humano se não tivesse alguém que torcesse por ele...
Elga diz:
*li no site do rbs que o walcir Carrasco está procurando uma mulher , atriz feia pra fazr um papel numa peça teatral
Dâmaris diz:
*eu provavelmente seria escalada, mas como tenho emprego fixo não posso
*essas coisas se ganha bem, muito bem, mas é por pouco tempo, depois tu fica sem emprego.
*nada é fixo lá
Elga diz:
*sim mas achei engraçado
Dâmaris diz:
*bem que eu queria, mas... só daqui a cinco anos
Elga diz:
*passa rapido
Dâmaris diz:
*quando me aposentar e tiver algo melhor
*com menos carga horária até é possível concentrar a vida artistica em sexta, sábado e domingo
Elga diz:
*é
*bom vou comer pq estou m faminta
Dâmaris diz:
*só espero não estar mais feia do que o necessário para o papel. hi hi hi hi
Elga diz:
*ah, mas eles sempre vao precisar de uma feia, recomendo nao fazer plástica
Dâmaris diz:
*é, mas a plástica é para CONTINUAR FEIA e não se tornar MEDONHA
Elga diz:
*hahahahhahahah
O que seria do ser humano se não tivesse alguém que torcesse por ele...
Elga diz:
*li no site do rbs que o walcir Carrasco está procurando uma mulher , atriz feia pra fazr um papel numa peça teatral
Dâmaris diz:
*eu provavelmente seria escalada, mas como tenho emprego fixo não posso
*essas coisas se ganha bem, muito bem, mas é por pouco tempo, depois tu fica sem emprego.
*nada é fixo lá
Elga diz:
*sim mas achei engraçado
Dâmaris diz:
*bem que eu queria, mas... só daqui a cinco anos
Elga diz:
*passa rapido
Dâmaris diz:
*quando me aposentar e tiver algo melhor
*com menos carga horária até é possível concentrar a vida artistica em sexta, sábado e domingo
Elga diz:
*é
*bom vou comer pq estou m faminta
Dâmaris diz:
*só espero não estar mais feia do que o necessário para o papel. hi hi hi hi
Elga diz:
*ah, mas eles sempre vao precisar de uma feia, recomendo nao fazer plástica
Dâmaris diz:
*é, mas a plástica é para CONTINUAR FEIA e não se tornar MEDONHA
Elga diz:
*hahahahhahahah
BLOGANDO SOBRE AS LINHAS DE ELISE
LINHAS DE AMOR SEM COLEIRAS PARA ELISE
Tendo como fonte de inspiração a peça Por Elise, com texto de Grace Passô , Mariana Lohmann, do grupo Santa Mariense Entrelinhas Cia de Teatro, adaptou e dirigiu o espetáculo As linhas de Elise que foi apresentado domingo, 19/06/20011 no Centro de Treinamento Tholl, situado na Rua Garibaldi, 630.
Pour Elise é o nome da composição de Beethoven feita , supostamente, para uma grande mulher, uma amiga, porém, a tradução tanto no português como no francês , é delicada, forte, suave e é exatamente esta suavidade que aparece na relação de uma menina mulher com o seu cão, não menos suave o contato desta com o lixeiro. Assim se constitui o espetáculo que fala constantemente de amor, de amizade (que não se restringe somente aos humanos). Como falar de amor e de amizade, de galinhas e de cães sem sermos suaves e delicados?
Pautando-se nas vertentes de um teatro físico, a trupe traz à cena muita mobilidade, representando a rapidez, a pressa do mundo contemporâneo que acaba inviabilizando as relações humanas, tornando-as ameaçadoras, pouco dignas de confiança colocando os seres humanos como eternos andarilhos, sempre de malas prontas para sair da vida das pessoas.
Elise conta as histórias de seus vizinhos ( uma mulher, um homem, um operário, um cão doente, prestes a ser recolhido por alguém que ganha a vida com a morte dos cachorros) porque não consegue contar a sua própria história, está encoleirada, tem medo de se envolver, se acha uma fortaleza, uma muralha e, por fim, acaba se desarmando.
O figurino remete ao pitoresco, investe no xadrez para bem poder fazer referências aos piqueniques e às imagens da infância. As projeções de um trem, de casas, de ruas movimentadas com lixeiros fazendo o seu trabalho nos mostram a fragilidade da vida moderna, com tão pouco espaço, para que as pessoas se conheçam e, por fim, uma borboleta saindo do casulo, a transformação, fato importante nas nossas vidas.
Valendo-se de metáforas, o texto aborda questões que são inerentes à maioria dos seres humanos, como por exemplo verdades que Elise, a contadora de história , nos revela: não adianta dizer que a gente não sente... a gente sente tudo. nós nos envolvemos, mesmo quando não queremos nos envolver, fato que fez com que eu, enquanto expectadora, me reportasse ao ano de 2004, quando adotei uma cadelinha a fim de esquecer um grande amor. Irritada com o fato de o bichinho espalhar pêlos por toda a casa, deixei-a na casa de minha mãe. Adoeci, tive febre, depressão, sentia falta daquele bicho peludo pulando pela casa e sempre nos meus pés me fazendo tropeçar. Meu grande amor nunca havia pulado em cima de mim, não havia rasgado minha meia nova, também não havia destruído um travesseiro para chamar a minha atenção, tampouco havia roubado o meu lanche e ironicamente, quando estava triste... ele nunca havia lambido as minhas lágrimas. A casa ficou tão grande, tão limpa, tão organizada, tão silenciosa e... tão vazia. Quando fui buscá-la , a cachorrinha, no mesmo momento em que cheguei, simplesmente deixou de obedecer minha mãe, mesmo diante de prêmios como salsichas e linguiça. Só atendia aos meus comandos. Magoada, mamãe alegou que era uma cadela ingrata e cínica. Eu aprendi a amar os cães. Minha mãe aprendeu a amar os cães. Meu sobrinho surpreendeu a família adotando uma simpática srd. Muitas vidas se transformaram só porque eu fui dispensada por um humano.
Histórias pessoais a parte, a encenação permite a leitura de que não somos superiores aos supostos irracionais como, pretensiosamente, cremos ser. Semelhante a um dos personagens, colocamos armaduras para enfrentar os animais e não nos resguardamos de humanos que têm permissão de sair às ruas livremente, sem focinheira. Nunca conhecemos verdadeiramente um humano, mas quando somos capazes de abrir mão de um tesouro não tão valioso como uma meia nova, aí então estamos nos permitindo conhecer a verdadeira amizade e, quem sabe, compartilhá-la com outros humanos.
Os poucos detalhes desnecessários da encenação, como o fato de trazer alguns exercícios mecânicos e sem propósito à cena (talvez resquícios da academia) , ou o uso desnecessário e desrespeitoso das galinhas, não tiraram a beleza e a sutileza do prazer de falar de amor e amizade com que nos brindou o espetáculo Linhas para Elise, que bem poderia ser Linhas sem coleiras, nem amarras para Elise.
Assim então poderemos nos sentir fortes como um cavalo novo, com fogo nas patas, correndo em direção ao mar ... e é assim que ficamos quando temos por amigos seres peludos de quatro patas, com focinhos gelados e umedecidos.
Tendo como fonte de inspiração a peça Por Elise, com texto de Grace Passô , Mariana Lohmann, do grupo Santa Mariense Entrelinhas Cia de Teatro, adaptou e dirigiu o espetáculo As linhas de Elise que foi apresentado domingo, 19/06/20011 no Centro de Treinamento Tholl, situado na Rua Garibaldi, 630.
Pour Elise é o nome da composição de Beethoven feita , supostamente, para uma grande mulher, uma amiga, porém, a tradução tanto no português como no francês , é delicada, forte, suave e é exatamente esta suavidade que aparece na relação de uma menina mulher com o seu cão, não menos suave o contato desta com o lixeiro. Assim se constitui o espetáculo que fala constantemente de amor, de amizade (que não se restringe somente aos humanos). Como falar de amor e de amizade, de galinhas e de cães sem sermos suaves e delicados?
Pautando-se nas vertentes de um teatro físico, a trupe traz à cena muita mobilidade, representando a rapidez, a pressa do mundo contemporâneo que acaba inviabilizando as relações humanas, tornando-as ameaçadoras, pouco dignas de confiança colocando os seres humanos como eternos andarilhos, sempre de malas prontas para sair da vida das pessoas.
Elise conta as histórias de seus vizinhos ( uma mulher, um homem, um operário, um cão doente, prestes a ser recolhido por alguém que ganha a vida com a morte dos cachorros) porque não consegue contar a sua própria história, está encoleirada, tem medo de se envolver, se acha uma fortaleza, uma muralha e, por fim, acaba se desarmando.
O figurino remete ao pitoresco, investe no xadrez para bem poder fazer referências aos piqueniques e às imagens da infância. As projeções de um trem, de casas, de ruas movimentadas com lixeiros fazendo o seu trabalho nos mostram a fragilidade da vida moderna, com tão pouco espaço, para que as pessoas se conheçam e, por fim, uma borboleta saindo do casulo, a transformação, fato importante nas nossas vidas.
Valendo-se de metáforas, o texto aborda questões que são inerentes à maioria dos seres humanos, como por exemplo verdades que Elise, a contadora de história , nos revela: não adianta dizer que a gente não sente... a gente sente tudo. nós nos envolvemos, mesmo quando não queremos nos envolver, fato que fez com que eu, enquanto expectadora, me reportasse ao ano de 2004, quando adotei uma cadelinha a fim de esquecer um grande amor. Irritada com o fato de o bichinho espalhar pêlos por toda a casa, deixei-a na casa de minha mãe. Adoeci, tive febre, depressão, sentia falta daquele bicho peludo pulando pela casa e sempre nos meus pés me fazendo tropeçar. Meu grande amor nunca havia pulado em cima de mim, não havia rasgado minha meia nova, também não havia destruído um travesseiro para chamar a minha atenção, tampouco havia roubado o meu lanche e ironicamente, quando estava triste... ele nunca havia lambido as minhas lágrimas. A casa ficou tão grande, tão limpa, tão organizada, tão silenciosa e... tão vazia. Quando fui buscá-la , a cachorrinha, no mesmo momento em que cheguei, simplesmente deixou de obedecer minha mãe, mesmo diante de prêmios como salsichas e linguiça. Só atendia aos meus comandos. Magoada, mamãe alegou que era uma cadela ingrata e cínica. Eu aprendi a amar os cães. Minha mãe aprendeu a amar os cães. Meu sobrinho surpreendeu a família adotando uma simpática srd. Muitas vidas se transformaram só porque eu fui dispensada por um humano.
Histórias pessoais a parte, a encenação permite a leitura de que não somos superiores aos supostos irracionais como, pretensiosamente, cremos ser. Semelhante a um dos personagens, colocamos armaduras para enfrentar os animais e não nos resguardamos de humanos que têm permissão de sair às ruas livremente, sem focinheira. Nunca conhecemos verdadeiramente um humano, mas quando somos capazes de abrir mão de um tesouro não tão valioso como uma meia nova, aí então estamos nos permitindo conhecer a verdadeira amizade e, quem sabe, compartilhá-la com outros humanos.
Os poucos detalhes desnecessários da encenação, como o fato de trazer alguns exercícios mecânicos e sem propósito à cena (talvez resquícios da academia) , ou o uso desnecessário e desrespeitoso das galinhas, não tiraram a beleza e a sutileza do prazer de falar de amor e amizade com que nos brindou o espetáculo Linhas para Elise, que bem poderia ser Linhas sem coleiras, nem amarras para Elise.
Assim então poderemos nos sentir fortes como um cavalo novo, com fogo nas patas, correndo em direção ao mar ... e é assim que ficamos quando temos por amigos seres peludos de quatro patas, com focinhos gelados e umedecidos.
sábado, 14 de maio de 2011
BLOGANDO SOBRE A INTERDIÇÃO DA LÍNGUA ESTUDANTIL
COMO DESTRUIR EMOCIONALMENTE UM BOM ALUNO, DE FORMA SUTIL, SEM SE COMPROMETER:
• FINGIR QUE NÃO OUVE QUANDO ELE QUER FALAR;
• FINGIR QUE NÃO VÊ QUANDO ELE LEVANTA O DEDO;
• USAR DE METÁFORAS PARA EXPÔR ELE AO RIDÍCULO;
• PERGUNTAR AQUILO QUE VOCÊ TEM CERTEZA QUE ELE NÃO SABE;
• MANDAR ELE RESUMIR O ANTIGO E O NOVO TESTAMENTO EM UM PERÍODO DE CINQUENTA MINUTOS.
• SER MAIS BUROCRÁTICO DO QUE HUMANO E ESQUECER A JUSTIÇA EM DETRIMENTO DE INTERESSES PRÓPRIOS;
• NÃO PROTEGÊ-LO QUANDO ELE MAIS PRECISA;
* FINGIR QUE NÃO VÊ QUANDO O ALUNIO ESTÁ SENDO AGREDIDO E SE ENCONTRA EM SITUAÇÃO DE DESVANTAGEM SEM PODER SE DEFENDER.
O QUE MAIS SE APRENDE EM UMA LICENCIATURA É O QUE SE PODE E O QUE NÃO SE PODE FAZER ENQUANTO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO.
O FATO É QUE NÃO PRECISAMOS FAZER ISSO E NEM DEVEMOS, POIS NÃO HÁ ALUNO DIFÍCIL QUE NÃO SUCUMBA AO OLHAR DE “ EU ACREDITO EM TI”.
• FINGIR QUE NÃO OUVE QUANDO ELE QUER FALAR;
• FINGIR QUE NÃO VÊ QUANDO ELE LEVANTA O DEDO;
• USAR DE METÁFORAS PARA EXPÔR ELE AO RIDÍCULO;
• PERGUNTAR AQUILO QUE VOCÊ TEM CERTEZA QUE ELE NÃO SABE;
• MANDAR ELE RESUMIR O ANTIGO E O NOVO TESTAMENTO EM UM PERÍODO DE CINQUENTA MINUTOS.
• SER MAIS BUROCRÁTICO DO QUE HUMANO E ESQUECER A JUSTIÇA EM DETRIMENTO DE INTERESSES PRÓPRIOS;
• NÃO PROTEGÊ-LO QUANDO ELE MAIS PRECISA;
* FINGIR QUE NÃO VÊ QUANDO O ALUNIO ESTÁ SENDO AGREDIDO E SE ENCONTRA EM SITUAÇÃO DE DESVANTAGEM SEM PODER SE DEFENDER.
O QUE MAIS SE APRENDE EM UMA LICENCIATURA É O QUE SE PODE E O QUE NÃO SE PODE FAZER ENQUANTO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO.
O FATO É QUE NÃO PRECISAMOS FAZER ISSO E NEM DEVEMOS, POIS NÃO HÁ ALUNO DIFÍCIL QUE NÃO SUCUMBA AO OLHAR DE “ EU ACREDITO EM TI”.
Assinar:
Postagens (Atom)
